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terça-feira, 24 de setembro de 2013

MANEIRA DE DIZER AS COISAS


 Maneiras de dizer as coisas

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.
Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.
Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade.
Mas que insolente! - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.
Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.
E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele
pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
Lembre-se, meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer.
* * *
Um dos grandes desafios da Humanidade é aprender a arte de comunicar-se.
Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.
Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado,
em alguns casos, grandes problemas.
A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.
Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.
A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a
quem nos dirigimos.
Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.
E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento.
Importante mesmo é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...
* * *
A sublime arte da comunicação foi sabiamente ensinada por Jesus.
Ele falava com sabedoria tanto aos Doutores da Lei quanto às pessoas simples e iletradas.
Há pessoas que se dizem bons comunicadores mas que não conseguem fazer com que suas palavras cheguem aos corações e às mentes.
Jesus, o comunicador por excelência, falava e Suas palavras calavam fundo nas almas, porque aliava às palavras os Seus atos,
ou seja, falava e exemplificava com a própria vivência.
O grande segredo para uma boa comunicação, portanto, é o exemplo de quem fala.

sábado, 21 de setembro de 2013

SOB O CLARÃO DO LUAR

SOB O CLARÃO DO LUAR

Deixa eu dizer
que eu amo você
deixa eu pensar
a todo instante
só em você
deixa eu mostrar
que quero você
meu coração estava
acostumado a só ser
deixa eu deitar
em teus braços
ao lado, por baixo,
por cima de ti
deixa eu ter teu abraço
deixa a tua boca
na minha boca
num beijo louco
cheio de desejo
desejo ardente
coração dispara
quase pára
deixa a minha mão
procurar a tua
apalpar, acariciar
eu morrendo
voce morrendo
de muita saudade
de varias saudades
dependo dos dias
dependo do tempo
tempo que demora a chegar
tempo que é rapido em acabar
deixa a minhalma desnudar
deixo voce olhar
deixo voce admirar
a doçura, a beleza
úmida do meu sexo
num longo amplexo
depois dos beijos
ardentes de paixao
desejos que invadem
todo o meu ser
me enche de amor
com a tua ternura
com a tua delicadeza
vem, me faz feliz
vem, te faço feliz
somos amantes
somos cumplices
vem, me leva 
com o amanhecer
me deixa quando o sol
for se apagar
quando deixar de brilhar
quando a lua chegar
me ama mais uma vez
sob o clarão do luar
ÊIDINA QUEIROZ em 21\09\2013

EU, MENINA-MULHER

EU, MENINA-MULHER

Ja fui criança princesa
Ja fui anjo Gabriel
anunciando a chegada
do Menino Salvador
Ja fui Nossa Senhora
Maria, mãe de Jesus
representava no palco
com muita desenvoltura
apesar da pouca idade
adolescente teimosa,
ja fui jovem estudiosa
sempre risonha e feliz
sempre amiga de todos
da Rainha de Sabá
fui Amazona, tambem
(nao esqueço do Salgueiro)
parecia vida real
era apenas, carnaval
já fui mãe, já trabalhei
já fiz tudo o que devia
já plantei, já escrevi
já ensinei, já aprendi
já chorei, já sorri
hoje eu só quero da vida
ser feliz, muito feliz
sou amante...
aquela que ama
amo muito
- a vida, viver, amo você
ÊIDINA QUEIROZ, em 21\09\2013

POETANDO

Poetando, eu?

Depois de ler, amei voce
Para que serve saber
se está sol ou vai chover,   
se o trem está pra chegar,
se a barca vai atrasar,
se as notícias são ruins,
se é dia e faz calor,
ou se é noite de luar.
o que eu quero é encantar.
Para que serve uma canção?
para tocar o meu coração?
nao, ele esta ocupado
transbordando de paixão
Para que serve a poesia?
Poeta, pode parar...
para que continuar?
não vai adiantar...
os deuses estao dormindo
as dúvidas estão sumindo
e dádivas vao surgindo
estou apenas seduzindo...
Sou a menina esperança
que chego com travessuras
com cara de fada sapeca
gostas das coisas que conto?
conto, reconto, aumento um ponto
meu otimismo  encanta?
meu sorriso, minha alegria
espontânea  contagia
fazendo voce gargalhar
deixando seu riso no olhar
Como é doce lhe encontrar
falando mansinho, bom bom
que bom e rindo pra me encantar

ÊIDINA QUEIROZ 08.09.2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

AMANTE DOS SONHOS

AMANTE DOS SONHOS

Sonhava um dia encontrar
um homem para eu amar
Andei por muitos lugares
procurando e nao achei
Passei por muitos namoros
mas nenhum foi o que eu sonhava,
nenhum era o que eu esperava,
Entao continuei a buscar
nos sonhos sempre eu achava...
Meu coração esperava
Meu ser todo ansiava
Minha cabeça rodava
Igual a roda gigante
E a busca nao sessava
Um dia quase sem querer
encontrei numa foto voce
um retratinho somente
Foi assim, me apaixonei
Veja só, por um retrato...
Voce ali, me olhando
com um misterio no olhar
Parecia muito com um mago
aquele que se diz escritor
cara de feitiçeiro
tem um olhar sedutor
está sério, não sorri
(seu sorriso é admiravel)
um jeito misterioso
cabelos prata adorável
Postura bem atraente...
tudo nele é encantador
Depois vi a outra foto
sentado, muito a vontade
com jeito muito agradável
com formas bem fascinantes
Pra deixar qualquer mulher
extasiada... totalmente
De onde voce veio
anjo, caído do céu?
Mago sem o camelo?
Bruxo, de qual estrela?
Um ser especial?
É fruto dos meus sonhos
ou você, de fato, é real?
Achei finalmente meu homem
aquele que sonhei encontrar
Voce nao me quer como posse
Será que eu sou possessiva?
Mas quero ser possuída
Voce só quer ser amante
Eu quero um amante pra mim (tambem)
Para eu deixar de ilusao
Quero apenas, ser feliz
sexo, amor, beijos, paixão
carinho, amizade, abraços
como chamar este encontro
regado de muito tesão
posso até imaginar...
Fecho os olhos e durmo,
não preciso mais sonhar.

domingo, 8 de setembro de 2013

MONÓLOGO DAS MÃOS

Monólogo das Mãos 

Para que servem as mãos?

As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!

Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.

A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.

Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!

Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!

As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.

Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.

Os olhos dos cegos são as mãos.

As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.

O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.

Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.

A mão aberta, acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz!

Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.

Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.

O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.

O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.

Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.

Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.

E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.

Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.

E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!
BIBI FERREIRA IN CONCERT III – POP   

CASULO

Há de chegar o dia em que sairei deste casulo
que me prendeu toda a vida
libertarei a minha alma
que sairá voando com as borboletas
que tanto amo...
pousarei de flor em flor
admirando seu esplendor, perfume e cor
voando, voando, perfumando e enfeitando
dando um especial colorido ao meu coração
dorido e tão carente de amor...


ÊIDINA QUEIROZ, em 09\09\2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

AMAR - Florbela Espanca

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
 
Florbela Espanca
 

LUÍS DE CAMÕES

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís de Camões

AO MEU AMOR

Ao Meu Amor

Quero que saibas que não foi naquele
ou neste momento que te pertenci:
Quando me tivestes nos teus braços
e me abraçavas ou me beijas agora;
Mas quando minha alma cantou de alegria
E meu espírito surgiu novo, livre.
De quieta, pudica, prudente,
passei a viver meu EU que ora se liberta.
Quero que saibas que não foi naquele
ou neste momento que te pertenci:
Quando descobri sua extrema sensibilidade,
sua ternura, seu caráter bondoso;
Nem quando conhecestes as minhas dúvidas,
minhas derrotas, minhas lágrimas;
Ou quando soubemos que
nem sempre os teus pensamentos
são os meus pensamentos,
Nem os teus caminhos
são os meus caminhos,
nem os teus sonhos
são os meus sonhos.
Mas quando me encheste a alma com a torrente
de palavras de que eu tinha sede.
E o amor brilhou em mim
As vezes me ilumina, outas me ofusca.
Sou tua de corpo e alma.

Êidina Queiroz 04\09\1990